Conservação

conservação de espécies


O Zooparque Itatiba desenvolve diariamente atividades voltadas à conservação de espécies ameaçadas.

Os conceitos de conservação e pesquisa são pilares fundadores dessa instituição, inúmeras parcerias e projetos foram firmados e desenvolvidos ao longo dos anos a fim de concretizar atividades que englobem essas questões.

Os Zoológicos são uma ferramenta de vital importância para a conservação, pois através da reprodução das espécies ameaçadas é possível viabilizar um aumento em sua população sob cuidados humanos e no futuro agregar valores de conservação a essas populações.

Inúmeras são as espécies ameaçadas que se reproduzem anualmente no Zooparque Itatiba, esses nascimentos são frutos de muito trabalho e pesquisa realizados pela equipe técnica, que anualmente colhe os frutos com resultados positivos e expressivos.

Atualmente o Zooparque Itatiba participa de inúmeros projetos de Conservação. Entre eles podemos destacar o Plano de Ação Nacional de Conservação do Pato Mergulhão, o Plano de Ação Nacional de Conservação do Mutum de Alagoas e Mutum do Nordeste, todos esses em parceria com o ICMBio / IBAMA.

ASSOCIAÇÃO NATUREZA DO FUTURO

Constituída em Agosto de 2015 a Associação Natureza do Futuro foi idealizada e concebida pela Diretoria e Equipe Técnica do Zooparque Itatiba. Criada com a finalidade de desenvolver projetos visando a conservação do meio ambiente, da fauna e flora e demais recursos naturais ameaçados de extinção, priorizando o manejo, a reprodução e a pesquisa científica de espécies ameaçadas, associadas a trabalhos de Educação Ambiental para a conscientização dos visitantes do Zoo.

PROJETO PATO-MERGULHÃO

O projeto do pato-mergulhão teve seu início em 2006, por iniciativa do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Mas somente em 2012, com a criação do ICMBio (Instituto Chico Mendes), foi que o projeto começou a ganhar forma e assim, após uma reestruturação de seus objetivos e ações, foi criado o PAN (Plano Nacional de Conservação) do pato-mergulhão, em parceria com Terra Brasilis, Naturatis, CerVivo, Museu de Zoologia da USP, e a Reserva Conservacionista Piracema, que tem o objetivo de assegurar permanentemente a manutenção das populações e da distribuição geográfica do Mergus octosetaceus, a médio e longo prazo, promovendo o aumento populacional.

O pato-mergulhão é uma das aves aquáticas mais ameaças do mundo, considerada criticamente em perigo de extinção em nível global segundo a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). Segundo a entidade, existem menos de 250 aves em vida livre e esse número está diminuindo. A espécie só é encontrada nas regiões da Serra da Canastra (MG), Patrocínio (MG), Chapada dos Veadeiros (GO) e no Jalapão (TO).

A ave depende de águas limpas e transparentes porque se alimenta somente de peixes, e por isso precisa ter boa visibilidade debaixo d’água para conseguir mergulhar e caçar, daí o nome pato-mergulhão. Os mergulhões gostam de rios com corredeiras e vegetação nas margens, e são extremamente afetados pela degradação das águas. Por este motivo são considerados bio-indicadores: a presença da espécie indica que aquele ecossistema está em equilíbrio.

Devido à grande importância da conservação desta espécie, o pato-mergulhão recebeu, no 8º Fórum Mundial da Água, em março 2018, em Brasília, o título de Embaixador das Águas do Brasil. Quando se fala na conservação do pato-mergulhão fala-se na conservação de toda a biodiversidade e das principais nascentes dos rios que abastecem a população.

Em 2015 foi realizada a primeira coleta de ovos em ambiente natural, na região do Jalapão (TO), em Patrocínio (MG) e na Serra da Canastra (MG), os ovos escolhidos não teriam chances de eclosão, por isso foram levados ao Zooparque para serem incubados.


O Zooparque Itatiba é a única instituição no mundo que mantém essa espécie sob seus cuidados.

Em agosto de 2017, registramos o primeiro nascimento, de 4 filhotinhos da espécie, sob cuidados humanos.

O Zooparque tem hoje 21 patos-mergulhões adultos. Até então, todos os indivíduos nascidos no zoo foram criados de maneira artificial, utilizando-se da infraestrutura de maternidade existente na instituição. Os ovos foram incubados artificialmente e os filhotes, criados manualmente. Neste ano, julho de 2018, os casais fizeram a postura de ovos no zoo e, diferentemente do ano anterior, o processo de incubação e o cuidado com os filhotes ficaram totalmente a cargo dos pais. Esta é a primeira vez que os casais foram responsáveis por todo o processo de incubação.

O sucesso reprodutivo do pato-mergulhão no Zooparque Itatiba demostra a importância da reprodução de espécies ameaçadas sob cuidados humanos. O foco principal de todo esse projeto é o aumento da população dessa ave, possibilitando, futuramente, a reintrodução das gerações nascidas no zoo em seu habitat natural. Para Alexandre Resende, veterinário do Zooparque, o nascimento desses filhotes junto à mãe é um indicativo de que, embora criados sob cuidados humanos, eles podem sobreviver em seu habitat natural. “Como foram criados longe dos pais naturais, tínhamos a dúvida de que seriam bons pais, já que estes não estavam por perto para ensiná-los. Foi provado agora que não teremos problema quanto a isso”, justificou.

Essa futura reintrodução poderá dar uma sobrevida a essa espécie criticamente ameaçada. Para Robert Kooij, diretor do Zooparque, o nascimento de mais uma geração de patos-mergulhões é apenas a primeira etapa desse grande projeto. “Um projeto dessa relevância mostra como os zoológicos são importantes na conservação da fauna brasileira. Através da reprodução dessas espécies ameaçadas é possível ter um aumento em sua população e, futuramente, com parcerias, possibilitar a reintrodução dessas gerações nascidas sob cuidados humanos”, afirmou.


Viveiros

Graças aos nossos patrocinadores foi possível construirmos viveiros individuais para espécie, contando com uma área de 100 m2 para cada casal, lagoa artificial de água corrente, vegetação, ninho em tronco de madeira e cavidades naturais nos recintos. Os patos são monitorados por câmeras 24 horas por dia, tendo o mínimo de contato possível com humanos, afim de preservar o comportamento natural da espécie, garantindo maior chance para uma reintrodução futura a seu ambiente, da mesma forma que a alimentação balanceada, que além de ração, consiste em alevinos vivos colocados nas lagoas estimulando esse comportamento. Os visitantes podem vê-los através de um centro audiovisual instalado na maternidade, já que não se encontram em locais aberto a exposição.


Na Mídia

COLETA JALAPÃO E PATROCÍNIO 2015
COLETA JALAPÃO 2017

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